Sem dizer onde trabalho, também não posso explicar a complexidade da coisa.
Tratando-se de uma entidade pública obviamente não posso dizer onde é.
Assim, vou resumir: o patrão manda, o pessoal obedece; as ordens não se discutem; os horários cumprem-se; a hierarquia é complexa e sem falhas; tudo tem protocolo; eu sou uma carta fora do baralho e eles não sabem bem o que fazer com um elemento tão diferente.
O futuro a Deus pertence e veremos quanto tempo por lá fico...
Adoro sopa.
Agora chego tão cansada a casa que não me apetece ir jantar fora com o E. nem fazer sequer uma salada, assim, recorro, noite após noite, àquelas misturas de flocos integrais com passas e outras coisas mais, cheias de hidratos de carbono, fibras e calorias.
Decidida a mudar o rumo dos meus jantares, pensei que sopas pela noitinha seriam com certeza uma opção mais acertada.
A Mãe ofereceu-me uma panela de pressão, para eu não demorar quatro horas a cozer feijão.
Deste modo, no sábado, cheguei a casa com a nova panela da Silampos de 6 litros e com o respectivo manual de instruções.
As panelas de pressão não são fáceis!!!!
Não se pode encher até mais de metade se forem coisas que crescem durante a cozedura, tem de se desentupir o pipo, o pipo tem posição certa, abrir e fechar é um mistério pois tem de estar alinhado com não sei o quê, a borracha tem de se manter em condições e secar correctamente.
Bem, um inferno!!!
Mesmo assim, apesar das minhas dificuldades de relacionamento com a dita panela, já fiz uma sopa de alho francês (na qual espetei após a cozedura dos legumes umas massinhas integrais...) e uma sopa de feijão e abóbora com uns verdes a boiar.
Se eu não escrever mais no blog é obviamente devido a um acidente doméstico com a panela!
Ontem fui ao jantar de anos de uma grande amiga num bar de praia, ali para os lados da Caparica.
Convidei o E. para ir comigo, embora soubesse de antemão não ser o género dele.
Para meu grande espanto, conversou com pessoas e à saida disse-me que tinha gostado muito - Não pára de me surpreender!
Mas o tema agora não é esse.
O bar é em cima da praia e a maré baixa fazia com que a ondulação estivesse a uns bons duzentos metros da esplanada.
Pouco social como sou, antes do jantar parei por ali com o E. a beber duas caipiroskas e a fumar, enquanto falavamos da vida e do estranho que é as certezas que temos hoje serem, muitas vezes, as dúvidas de amanhã.
Eu mudei de trabalho e encontro-me num momento de adaptação a um sistema completamente diferente daquele a que estava habituada desde que entrei para a função pública; o E. encontra-se num momento difícil de partilhas familiares, o que, conjugado com a actual crise económica, pode colocar em risco toda uma vida a construir um sonho em vão.
Durante o jantar vim cá fora fumar um cigarro sozinha.
Parecia-me uma cena de filme: luzes e gargalhadas no interior e uma mulher sozinha na esplanada a contemplar o mar ao som de remixes calmíssimos.
Pensei de novo na vida, enquanto contemplava os reflexos da lua na rebentação das ondas...
Lembrei-me dos sonhos que tinha em miúda, naquilo que pensava que iria ser a minha vida por volta desta idade, nos momentos em que vivi na praia e me embebedava sozinha na areia enrolada num edredon...
Revi os sonhos que tenho e aquilo que jamais vou concretizar...
Tenho o gravíssimo defeito de não conseguir desligar o cérebro: não há momento em que não esteja a pensar.
Mas, ontem, tive, talvez, um dos momentos mais reflexivos dos últimos tempos.
Conclui que:
- nada se passou como sonhei,
- não concretizei os meus objectivos,
- não vivo a vida que gostaria,
- não sei para onde ir nem o que mudar.
Esfoliação do corpo.
Alguém experimentou?
Pois deviam.
Primeiro uma banhoca muito mas muito quente durante quinze minutos, até os miolos derreterem.
Depois, numa sala impecável, com um chuveiro mais ou menops entre as pernas (embora não nesse sítio que estão a pensar...) uma esfregadela a duas mãos até soltar toda a pele morta e olhem que não sabia ter tanta...
A seguir, uma esfregadela com um sabão muito macio.
No próximo passo, uma massagem com esfoliante e mel, por todo o corpo.
Para terminar, outra passagem com água quentinha.
Uma maravilha...
O pior foi a massagem anticelulítica que até me arrancou gritos.
Enfim, nem tudo é perfeito.
Acabei a leitura do livro "Mulher procura homem impotente para relacionamento sério", de Gaby Hauptmann.
Uma leiturazinha leve de fim de Verão sem grandes nós nem grandes pensamentos.
Fartinha de homens demasiado ligados à sua parte sensual e sexual, a personagem principal - mulher bonita, sexy e bem sucedida - procura, através de um anúncio um homem impotente.
Após, milagrosamente - diga-se! - e muito de repente - diga-se!- se apaixonar por um, faz de tudo para o tornar potente. Sendo que na verdade ele era potente e andava ali a disfarçar.
Tem alguma graça mas...
Eu, que tenho um namorado pouco potente, não consigo encontrar o fascínio de um homem impotente ou pouco potente.
Serão de facto mais atentos e carinhos como a personagem principal parece pensar? Ou será que é indiferente a potência desde que sejam a pessoa certa?
Diz-me, infelizmente, a experiência - e perdoem-me a sinceridade - que a potência é essencial.
Uma vez por semana é claramente insuficiente, assim, nenhuma é terrível.
E se for mau sexo nem uma nem dez. É mau e ponto final.
Mas esta é só a minha opinião e podem andar por aí milhares de mulheres para quem a potência e a frequência, bem como o tamanho, sejam rigorosamente indiferentes desde que haja amor...
Terminou.
Evitei as despedidas. Por ser sexta-feira também não estava quase ninguém.
Função pública, trabalho e sexta-feira à tarde não combinam.
Trouxe o computador e o visor, o rato e o teclado, arrumei os dossiers que são meus no saco do Ikea, trouxe o papel das férias.
Fui até ao novo serviço, deixei o computador, o visor, o rato e o teclado.
No carro ficam os dossiers até ver onde os posso guardar no novo escritório.
Estavam numa azáfama por lá a preparar duas novas salas: parece que vou ficar eu e outro numa delas.
Espero que seja simpático ou pelo menos não antipático.
A grande diferença entre o novo serviço e o "antigo" (se é que assim o posso designar) é que às quatro da tarde de sexta-feira, todos corriam ocupados.
De segunda a quinta-feira vou estar de assistência à família com a Mãe em Pamplona, assim, só começo na próxima sexta-feira.
Finalmente já terminou um período que eu não suportava.
E grandes mudanças se avizinham na minha vida... Boa!
Penultimo dia no serviço... ufa...
Só rasgar papéis, transferir processos e arrumar os meus dossiers para levar dentro do saco do Ikea...
Porque gosto...
Busca de outros blogs
Sites que visito
Imagens neste Blog